{"id":83,"date":"2011-12-04T21:02:10","date_gmt":"2011-12-04T21:02:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaliceb.org.br\/wordpress\/?page_id=83"},"modified":"2012-04-09T18:37:17","modified_gmt":"2012-04-09T18:37:17","slug":"raizes-historicas","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.portaliceb.org.br\/wordpress\/?page_id=83","title":{"rendered":"Ra\u00edzes Hist\u00f3ricas"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>O ICEB CONTA SUA HIST\u00d3RIA<\/strong><\/h1>\n<p align=\"center\">\n<h3><strong>Nascem as Ra\u00edzes do ICEB \u2013 Faculdade Brasileira de Estudos Ps\u00edquicos<\/strong><\/h3>\n<p>O Instituto de Cultura Esp\u00edrita do Brasil tem suas ra\u00edzes na antiga Faculdade Brasileira de Estudos Ps\u00edquicos, do ent\u00e3o estado da Guanabara. E nas palavras do pr\u00f3prio Deolindo:<br \/>\n\u201c\u00c9 prov\u00e1vel que muitos confrades nossos, no pr\u00f3prio meio esp\u00edrita, desconhe\u00e7am a hist\u00f3ria da Faculdade Brasileira de Estudos Ps\u00edquicos, iniciativa e realiza\u00e7\u00e3o de um grupo de idealistas.\u201d<br \/>\nConta-nos Deolindo que \u201co maior objetivo da Faculdade de Estudos Ps\u00edquicos era justamente despertar interesse pelos estudos espiritualistas em geral, e, de um modo especial, melhorar o n\u00edvel intelectual de doutrinadores e expositores da Doutrina Esp\u00edrita, dando-lhes oportunidade franca de formar um lastro de cultura capaz de atender \u00e0s pr\u00f3prias exig\u00eancias da vida moderna em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o da doutrina. Foi sob esta feliz inspira\u00e7\u00e3o que nasceu a Faculdade. Entre seus fundadores e professores, havia elementos oriundos de diversas correntes espiritualistas: umbandistas, teosofistas, esoteristas, etc., mas alguns esp\u00edritas logo se juntaram ao grupo, justamente porque compreenderam e sentiram os objetivos da iniciativa.\u201d<br \/>\nImpunha-se assim o cen\u00e1rio onde o ICEB lan\u00e7aria suas ra\u00edzes &#8211; espa\u00e7o aberto para todas as cren\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Por que Instituto?<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cDe reforma em reforma do ensino no Brasil, chegamos a um ponto em que na realidade, j\u00e1 n\u00e3o havia lugar para Faculdades Livres. Depois da II Guerra, entretanto, a sociedade em geral sofreu transforma\u00e7\u00f5es intensas e inevit\u00e1veis. Nossa Faculdade j\u00e1 estava a bem dizer deslocada como estabelecimento livre, diante de fen\u00f4menos conjunturais e inteiramente novos.\u201d<br \/>\n\u201cDificuldades e mais dificuldades. E tudo isso por causa do nome: Faculdade. \u00c9 que os tempos j\u00e1 eram outros, e n\u00e3o pod\u00edamos deixar de reconhecer a conting\u00eancia em que nos encontr\u00e1vamos, por for\u00e7a das mudan\u00e7as sociais.\u201d<br \/>\nE complementa Deolindo: \u201cNosso objetivo era bem outro: a cultura espiritual, servindo-se da cultura humana como instrumento.\u201d<br \/>\n\u201cO nome Instituto tem sentido mais el\u00e1stico e, por isso, n\u00e3o traz implica\u00e7\u00f5es de Faculdade, que j\u00e1 \u00e9 uma estrutura espec\u00edfica, regida por leis pr\u00f3prias.\u201d, afirmava Deolindo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>O Nome<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cA id\u00e9ia de Instituto, muito antes, j\u00e1 havia sido ventilada pelo saudoso confrade Artur Machado, antigo vice-presidente da Liga Esp\u00edrita. Artur Machado pensava na cria\u00e7\u00e3o de uma sociedade do tipo de Instituto e chegou a promover reuni\u00f5es em sua resid\u00eancia, na Rua Andr\u00e9 Cavalcanti. Houve um projeto ou esbo\u00e7o de estatuto, com a colabora\u00e7\u00e3o do general Araripe de Faria, lembro-me bem. Foi h\u00e1 muito tempo.\u201d<br \/>\n\u201cO nome do Instituto de Cultura Esp\u00edrita do Brasil n\u00e3o foi imposto, n\u00e3o foi lan\u00e7ado de um jato. N\u00e3o. Foram propostas, em assembl\u00e9ia, pelo menos tr\u00eas denomina\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li>Instituto de Estudos Esp\u00edritas \u2013 proposta pelo Cel. Delfino Ferreira<br \/>\nInstituto Brasileiro de Espiritismo<br \/>\nInstituto de Cultura Esp\u00edrita do Brasil<\/li>\n<\/ol>\n<p>O Dr. Carlos Imbassahy ainda sugeriu \u201cInstituto de Ci\u00eancia Ps\u00edquica\u201d. Houve vota\u00e7\u00e3o. N\u00e3o foi escolha individual. Apurada a vota\u00e7\u00e3o da assembl\u00e9ia, venceu o nome Instituto de Cultura Esp\u00edrita do Brasil por maioria de votos\u201d, relembra Deolindo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Nem Fus\u00e3o, Nem Transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Continua Deolindo: \u201cCessado o compromisso com a Faculdade, cogitou-se logo de criar um Instituto esp\u00edrita, sem v\u00ednculo estatut\u00e1rio com aquela Institui\u00e7\u00e3o. Fundou-se o Instituto no dia 7 de dezembro de 1957, em assembl\u00e9ia realizada na sede da Liga Esp\u00edrita. Continuaram os antigos professores e vieram outros.\u201d<br \/>\nNem fus\u00e3o, nem transforma\u00e7\u00e3o, como dizia Deolindo. \u201cO Instituto veio, como se v\u00ea, depois da Faculdade Brasileira de Estudos Ps\u00edquicos, n\u00e3o \u00e9 o resultado de uma fus\u00e3o nem transforma\u00e7\u00e3o. A Faculdade ficou e o Instituto surgiu, por necessidade, e dentro de outro quadro de circunst\u00e2ncias.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Por que um Curso Regular de Espiritismo<\/strong><\/h3>\n<p>Iniciava-se assim a trajet\u00f3ria do Instituto. Questionado de por que o Instituto de Cultura Esp\u00edrita do Brasil desempenhava seu papel atrav\u00e9s de um curso regular de Espiritismo, Deolindo respondeu:<br \/>\n\u201cO Instituto \u00e9 uma entidade nova, mas n\u00e3o tem a pretens\u00e3o de ser original, visto como a id\u00e9ia de cursos de Espiritismo \u00e9 muito mais antiga do que a nossa gera\u00e7\u00e3o, conquanto muitas pessoas ainda vejam nisto um arremedo acad\u00eamico, sem utilidade para o progresso do Esp\u00edrito. N\u00e3o \u00e9 verdade, e \u00e9 o bom senso, \u00e9 a experi\u00eancia que o demonstra. Que nos baste apenas recordar que partiu do pr\u00f3prio Allan Kardec a primeira id\u00e9ia de um curso regular de Espiritismo. Est\u00e1 em \u201cObras P\u00f3stumas\u201d, no projeto de 1868, j\u00e1 muitas vezes citado. Um curso \u2013 dizia ele \u2013 para \u201cdesenvolver os princ\u00edpios da ci\u00eancia e difundir o gosto pelos estudos s\u00e9rios\u201d. A Id\u00e9ia, portanto, vem de longe. Kardec, com a sua ilumina\u00e7\u00e3o espiritual, j\u00e1 previa h\u00e1 quase um s\u00e9culo, a repercuss\u00e3o do Espiritismo tamb\u00e9m na cultura humana, e por isso ele pr\u00f3prio chegara a dizer que o Espiritismo ainda viria retificar os erros da Hist\u00f3ria.\u201d.<br \/>\n\u201c\u00c9 indispens\u00e1vel que a cultura humana jamais venha a sobrepujar a cultura espiritual\u201d, continua Deolindo Amorim. \u201dIsto seria a invers\u00e3o da ordem l\u00f3gica. Um Curso de Espiritismo deve ter a preocupa\u00e7\u00e3o prec\u00edpua dos valores espirituais sem subestimar os valores do mundo. O perigo est\u00e1 em trocar as posi\u00e7\u00f5es e fazer da cultura humana o fim quando ela \u00e9 apenas um meio. O conhecimento humano abre o caminho, mas n\u00e3o \u00e9 o ponto final da jornada, porque o esp\u00edrito n\u00e3o pode progredir sem melhorar o seu sentimento, sem se elevar moralmente pelas realiza\u00e7\u00f5es \u00edntimas, embora lhe seja necess\u00e1ria a ci\u00eancia humana.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Nasce a Miss\u00e3o do ICEB \u2013 Espa\u00e7o Aberto para todas as Cren\u00e7as<\/strong><\/h3>\n<p>Observava Deolindo: \u201cA orienta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do Instituto de Cultura Esp\u00edrita do Brasil n\u00e3o pode sair desta linha de pensamento. Se \u00e9 a Verdade que nos torna livres, como ensina o Evangelho, nosso insubstitu\u00edvel c\u00f3digo de moral, precisamos e devemos marchar em busca da Verdade nos dois planos, que se completam e nunca se repelem: a da cultura humana e o da cultura espiritual\u201d.<br \/>\nE conforme Deolindo preconizava: \u201c\u00e9 exatamente sob esta linha que se trabalha no Instituto de Cultura Esp\u00edrita do Brasil. N\u00e3o desejamos Espiritismo acad\u00eamico, mas tamb\u00e9m n\u00e3o desejamos Espiritismo devocional. Por entender assim \u00e9 que o Instituto procura ser, com a ajuda do Alto e com a participa\u00e7\u00e3o de todos os confrades, expositores e amigos, nada mais do que isto: um centro de estudos esp\u00edritas, visando a uma cultura capaz de transpor as limita\u00e7\u00f5es conceituais e projetar nossa vida no plano do Esp\u00edrito pelo trabalho, pelo conhecimento e pelo amor, sob a inspira\u00e7\u00e3o da Sabedoria Divina\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>O ICEB Hoje \u2013 Vis\u00e3o de Totalidade na Diversidade<\/strong><\/h3>\n<p>E orientadas por esta diretriz, atra\u00eddas por este ideal as pessoas foram chegando, foram somando, cada um dentro de suas afinidades, de acordo com suas condi\u00e7\u00f5es e possibilidades. Passo a passo, pouco a pouco foi se formando uma grande rede, integrada, unificada e iluminada pela fraternidade.<br \/>\nE paulatinamente o Instituto de Cultura Esp\u00edrita do Brasil foi criando sua pr\u00f3pria personalidade. Foi se transformando em um organismo vivo, pulsante, aut\u00f4nomo e floresceu em toda sua amplitude. Mas isso foi resultado da perseveran\u00e7a de dedicados e corajosos obreiros, pelo idealismo sadio que a todos empolgou em especial aos pioneiros que acenderam as primeiras luzes.<br \/>\nO ICEB \u00e9 uma grande chama com o fogo da fraternidade acesa permanentemente, aonde, de tempos em tempos, um companheiro, estudioso e difusor da Doutrina Esp\u00edrita vem buscar a sua pequena chama para faz\u00ea-la crepitar em seu n\u00facleo de trabalho, fazendo renascer nos cora\u00e7\u00f5es dos homens a solidariedade, a caridade, a harmonia, a toler\u00e2ncia, o amor ao pr\u00f3ximo.<br \/>\nVivemos um s\u00e9culo novo. \u00c0 nossa frente \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o dos grandes problemas do relacionamento humano. Anteriormente resolvemos bem as quest\u00f5es da intelig\u00eancia. Agora \u00e9 a hora da conviv\u00eancia sadia, construtiva, amena, pac\u00edfica, feliz.<br \/>\nUma nova renascen\u00e7a se faz presente, um novo modelo se estabelece, onde se busca a valoriza\u00e7\u00e3o do homem como ser integral, pleno, uno em sua raz\u00e3o, seus sentimentos, suas emo\u00e7\u00f5es e sensa\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\u201cChegou a hora do encontro da ci\u00eancia com a espiritualidade. Chegou o tempo da sabedoria humana e espiritual, de fraternidade pessoal e coletiva, de uma postura terap\u00eautica de cada um em rela\u00e7\u00e3o a todos. A responsabilidade social decorrer\u00e1 da renova\u00e7\u00e3o \u00e9tica e moral, da substitui\u00e7\u00e3o do ego\u00edsmo pelo altru\u00edsmo e da compreens\u00e3o de que o evangelho vivido \u00e9 caridade aplicada\u201d.<br \/>\nDiante da mudan\u00e7a de paradigma que hoje se verifica, onde a busca pela vis\u00e3o de totalidade, da integra\u00e7\u00e3o e interconex\u00e3o de tudo e de todos come\u00e7a a ser uma constante em todas as \u00e1reas do conhecimento humano, onde a reformula\u00e7\u00e3o de modelos mentais e a constru\u00e7\u00e3o de novos relacionamentos s\u00e3o condi\u00e7\u00e3o \u201csine qua non\u201d de sustentabilidade, a educa\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o do novo homem se tornaram o centro do futuro da humanidade planet\u00e1ria.<br \/>\nDentro deste contexto que se estabelece, est\u00e1 atuando o Instituto de Cultura Esp\u00edrita do Brasil, alimentado pelo mesmo ideal de seus fundadores, produzindo um novo fazer, um novo saber, um novo sistema de cren\u00e7as e valores, buscando a constru\u00e7\u00e3o de um tempo novo.<\/p>\n<p><strong>Obrigado Deolindo!<\/strong><\/p>\n<h2 align=\"center\"><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ICEB CONTA SUA HIST\u00d3RIA Nascem as Ra\u00edzes do ICEB \u2013 Faculdade Brasileira de Estudos Ps\u00edquicos O Instituto de Cultura Esp\u00edrita do Brasil tem suas ra\u00edzes na antiga Faculdade Brasileira de Estudos Ps\u00edquicos, do ent\u00e3o estado da Guanabara. 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